quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sequência com sabor de remake: Tron

Os anos 80 realmente estão de volta. E vitaminados. As primeiras fotos oficiais da aventura high-tech em 3D dos estúdios Disney aumentaram as expectativas do público, que já havia tido uma ideia inicial da produção com o trailer divulgado na Comic-Con. A sinopse do filme descreve "Tron Legacy" como algo nunca antes visto nos cinemas, bem mais interessante do que o original de 1982, lançado pela própria Disney. O longa, que se passa num mundo digital, conta a história de um jovem de 27 anos, interpretado pelo ator Garrett Hedlund, filho de um gênio da tecnologia, que procura pelo pai desaparecido e se vê dentro do mundo digital de Tron, onde o patriarca tem vivido por 25 anos. Junto com a fiel escuderia Quorra, vivida por Olivia Wilde, pai e filho embarcam numa jornada mortal para tentar escapar de um cyber universo que vem se tornando cada vez mais avançado e perigoso.

O Tron oitentista foi uma ficção científica da Disney que dividiu a tecnologia na sétima arte. Foi escrito e dirigido por Steven Lisberger e estrelado por Jeff Bridges, e se destacou pelo visual ousado para a época, sendo um dos primeiros filmes a utilizar efeitos de computação gráfica de forma tão ampla. O filme não foi um sucesso de bilheteria, mas é um mini-cult para os cinéfilos mais exigentes. Na história original, enquanto acessa o computador de seu ex-chefe, para tentar provar que fora trapaceado por outro executivo, o programador de computadores Kevin Flynn (Bridges) é levado literalmente para dentro do mundo virtual. Transformado no programa Clu, junta-se aos gladiadores computadorizados e tem que enfrentar o programa especializado em segurança Tron, interpretado por Bruce Boxleitner.

Muitos dos atores interpretaram personagens do mundo real e programas que foram desenvolvidos para aparecerem na forma humana dentro do mundo digital; por exemplo, Bruce Boxleitner interpreta o programador Alan Bradley e seu programa Tron. No elenco do primeiro filme ainda figuram David Warner, Cindy Morgan, Barnard Hughes,
Dan Shor, Peter Jurasik, entre outros.

Todo este tempo depois, o filme ainda é atual e o enredo continua, com uma pequena saga. Os personagens e os atores aparecem nesta sequência, dando prosseguimento à aventura nos mesmos moldes estilísticos, porém com muito mais recursos. Tron Legacy será um show visual. Além de Garrett Hedlund, temos Jeff Bridges e Bruce Boxleitner, mais Olivia Wilde e Beau Garrett em cena. O personagem central Kevin Flynn desapareceu depois de criar o jogo mais vendido da história, e de ter um um filho, Sean. O chefe da ENCOM, Alan Bradley, revela informações importantes a Sean e o rapaz parte em busca do pai desaparecido. A direção é de Joseph Kosinski e infelizmente a estreia está prevista apenas para final de 2010. Curta o poster.

Enviado pelo meu aparelho BlackBerry da Claro

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A crítica de "Julie e Julia"

Julie & Julia, em cartaz nos cinemas do Brasil, ao contrário do que é vendido ("uma deliciosa comédia", diz o trailer), é um drama que mistura toques de comédia, tal qual uma receita culinária. Dirigido por Nora Ephron, roteirista de primeira linha em Hollywood e que se transformou em diretora de igual quilate, valiosa por seu estilo de escrever histórias criativas e ao mesmo tempo fácil. Foi assim com "Sintonia de Amor", onde Meg Ryan e Tom Hanks deram tão certo que repetiu-se a dose em "Mensagem para Você".

Desta vez Nora misturou duas mulheres, que viveram duas histórias verdadeiras, registradas em dois best-sellers e para isso a cineasta criou uma ponte atemporal entre as duas. Uma das fontes foi a autobiografia "My Life in France", que retrata a vida de Julia Child, autora de livros de culinária e apresentadora de televisão norte-americana. Ao mesmo tempo, a narrativa mostra a tentativa de Julie Powell (Amy Adams) de cozinhar todas as 524 receitas de Julia Child (Meryl Streep) do livro "Mastering the Art of French Cooking".

O grande ingrediente do filme - seguindo nessa analogia de forno e fogão - é realmente o roteiro, que conta as histórias de maneira leve e não fixa por demais nem no passado em Paris nem no presente em Nova Iorque. Com isso, o dinamismo garante a atenção do espectador ao filme, e até mesmo o batido tema das receitas culinárias se torna atrativo. O elenco fica em segundo plano, embora Meryl Streep esteja sendo elogiada em quase todas as instâncias da crítica. Acho que ela começa bem mas no meio do filme cai no personagem caricato, parecendo que sua Julia está sempre fora de si, meio extasiada, até mesmo um pouco...hã...bêbada. Talvez o jeito da Julia original fosse assim, mas na tela soa muito estranho. Ao lado dela, um Stanley Tucci perfeito, sóbrio (desculpem o termo!), discreto, no papel de Paul Child, marido de Julia. No núcleo da história passado em Nova Iorque, Chris Messina também vai muito bem como marido de Julie Powell, e esta, vivida por Amy Adams, também está na medida.

Enfim, não é uma comédia de se gargalhar, e sim de esboçar um sorriso. Não é um dramalhão, mas há momentos em que o filme se torna muito mais dramático do que divertido. Mas no geral, "Julie e Julia" é bom, filme que justifica a ida ao cinema, sim, para um momento de imersão em assunto tão feminino quanto é a culinária, mas tão universal em nossas vidas, tão presente em nossos relacionamentos e que também atinge, dentro deste contexto, os homens. Afinal, são eles que quase sempre são os primeiros a provar as receitas!

domingo, 29 de novembro de 2009

Lula se emociona com filme sobre sua vida

Direto de quase todos os sites de notícia: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistiu na noite deste sábado ao filme "Lula, o filho do Brasil", um relato dramático de sua própria vida desde sua infância pobre até ele se transformar em líder sindical, e se emocionou.

Lula assistiu à projeção junto com a primeira-dama Marisa Leticia (que assistiu pela segunda vez), vários de seus ministros e mais de 2 mil convidados no Pavilhão de Exposições Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, município vizinho a São Paulo onde começou sua caminhada sindical e política nos anos 70.

O filme, do diretor Fábio Barreto (o mesmo de O Quatrilho), conta os primeiros 35 anos da vida do atual presidente e tinha sido exibido pela primeira vez há duas semanas na inauguração do Festival de Cinema de Brasília, ao qual o presidente não foi.

Na apresentação de hoje, Lula posou para fotos com os atores e produtores do filme, cujo custo foi calculado em cerca de R$ 20 milhões, financiados em sua maior parte por empresas privadas. O presidente não deu declarações sobre o que achou da produção, apenas demonstrou estar emocionado.

A estreia nacional de "Lula, o filho do Brasil" está prevista para o dia 1º de janeiro de 2010 nos cinemas brasileiros. Críticos da iniciativa de Barreto dizem que o filme é uma grande propaganda política e vai ajudar Dilma Roussef a eleger-se no ano que vem. Outros relatam que o longa exagera demais, glorificando o personagem e comparando-o a Jesus Cristo, como na cena de seu nascimento, mostrada na tela pelo diretor. Na internet, rolam comentários de que os simpatizantes querem o filme indicado pelo Brasil para o Oscar de 2011 e torcem para que ele seja vitorioso em Hollywood.

sábado, 28 de novembro de 2009

Neste sábado, deixe se celular ligado ao meio-dia

Neste sábado, dia 28 de novembro, deixe seu celular ligado durante o programa Cena de Cinema, que vai ao ar na Rádio Ipanema FM de Porto Alegre, no prefico 94,9 (ouça pela internet aqui). Estaremos transmitindo direto da loja da Espaço Vídeo no bairro Auxiliadora (no post de antes estava errado!!!) na 24 de Outubro esquina Nova Iorque, onde vamos distribuir kits especiais, adesivos da rádio e brindes de cinema. O resultado do superquiz será dado ao vivo, quando nós vamos ligar para o vencedor da promoção. Pode ser você!!!!!!!!!

Vamos falar muito sobre cinema e dar dicas de DVDs, além de rolar muito som pela Ipanema FM 94,9 - a unidade móvel da rádio estará lá. Quem for até o local, recebe brindes. Quem participar pela Comunidade do Orkut do Cena de Cinema respondendo ao QUIZ AO VIVO, receberá um kit especial do programa com camisetas, ingressos, bonés e outros acessórios de cinema. Mas para isso tem que participar da comunidade. Entre na comunidade do Cena clicando aqui. Peça para entrar desde já! O pessoal que segue o Cena de Cinema no Twitter também estará concorrendo a outro kit. Mas para isso tem estar nos seguindo...entre lá: Entre aqui para entrar na página do Cena no Twitter.

 
Estarão presentes os tradicionais cinéfilos e colaboradores do site Mário Pertile, Patrick Buzzacaro e Luiz Fernando Pedrazza. Teremos também uma surpresa entre os participantes da mesa de debates. Vocês vão gostar. Vale ir a pé, de ônibus, de táxi, de carro, de bicicleta ou helicóptero. Quem não puder comparecer, ouça pelo site da Ipanema e mande sugestões musicais por email clicando aqui para mandar a mensagem. As mensagens estão concorrendo automaticamente a brindes e ingressos durante a semana. Neste sábado, então, não perca: vamos revelar o nome do ganhador do super-quiz do I-Phone Claro: vamos ligar ao vivo para ele e ele terá que atender o celular. Se atender, ganha na hora o aparelho. Então, todos ligadíssimos no Cena de Cinema da Ipanema FM 94,9. O programa começa às 12h e vai até 13h. Não percam!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A crítica de Jogos Mortais VI

Leia o que o Mário Pertile achou do filme Jogos Mortais VI:

"O filme resgata a idéia dos primórdios do terror: Utilizar temas gore para retratar e criticar problemas sociais. Foi assim nas décadas de ouro dos filmes B. Ou era a guerra, ou a repressão ou qualquer outra coisa foi motivo para analogias de mortos vivos. Em Jogos Mortais VI os temas escolhidos foram a crise mundial, homenageada no primeiro jogo onde agentes de empréstimo devem tirar o maior número possível de peso do seu corpo (sim, carne, osso, essas coisas) para sobreviver, pagando assim os seus pecados de explorar a necessidade dos mais pobres. Após, como mote principal de toda a raiva de JigSaw, e a mola mestre para o desfecho de seu plano na finaleira da franquia: O sistema de saúde norte-americano. Acaba ou não acaba dessa vez? --- A história do Jigsaw parece que acaba aqui, pois não ficaram mais amarras, porém a franquia, acho difícil...por causa do final... X)...Eu gosto de pensar na idéia de ser da geração Jogos Mortais, independente das pisadas de bola, assim como nossos pais relembram suas cine-séries ou mesmo seriados de TV. Jogos Mortais sem dúvida é o grande título de terror de uma geração. Um pouco desgastada pela encheção de lingüiça e perda de elementos básicos que fizeram o sucesso do primeiro filme, mas conseguindo pelo menos lidar com a balança comércio/cinema até o fim." "(@mariopertile)

"500 Dias com Ela" estreia nesta sexta

Já assisti - e gostei - do filme "500 Dias com Ela", que chega aos cinemas nesta sexta. Leia o primeira parágrafo da minha crítica que está no site do Cena de Cinema.


"Já escrevi antes que gosto muito de comédias românticas, sob pena de duvidarem das minhas preferência sexuais. Mas agora estou mais à vontade: chegou a primeira comédia romântica para homens, e é este singelo filme que atende pelo nome de 500 Dias com Ela. Nele, a divertida e criativa história sobre um lugar tão comum como uma relação amorosa é contada sob o ponto de vista de um homem, e fazendo muito mais nós, o macharedo, nos sentirmos atingidos do que elas, pobres indefesas destruidoras de nossos corações. Sério: é um filme para sentir muita pena do coitado do rapaz interpretado por Joseph Gordon-Levitt, personagem principal, vítima e quase narrador da história (ele divide a contação com a voz em off de Richard McGonagle). A descrição randômica dos 500 dias que um casal tenta se acertar é cômica, trágica, melancólica e simplesmente um melhores roteiros do ano."


Quer mais? Leia em www.cenadecinema.com.br





quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cena de Cinema ao vivo da Espaço Vídeo - Série 2009


É neste sábado, dia 28 de novembro, que voltaremos a realizar os programas Cena de Cinema ao vivo (Rádio Ipanema FM 94,9, Porto Alegre), dentro da série 2009 - depois das minhas férias. Estaremos transmitindo direto da loja da Espaço Vídeo na Auxiliadora (24 de Outubro esquina Nova Iorque), onde vamos distribuir kits especiais, adesivos da rádio e brindes de cinema. Vamos falar muito sobre cinema e dar dicas de DVDs, além de rolar muito som pela Ipanema FM 94,9 - a unidade móvel da rádio estará lá. Quem for até o local, recebe brindes. Quem participar pela Comunidade do Orkut do Cena de Cinema respondendo ao QUIZ AO VIVO, receberá um kit especial do programa com camisetas, ingressos, bonés e outros acessórios de cinema. Mas para isso tem que participar da comunidade. Entre na comunidade do Cena clicando aqui. Peça para entrar desde já! O pessoal que segue o Cena de Cinema no Twitter também estará concorrendo a outro kit. Mas para isso tem estar nos seguindo...entre lá: Entre aqui para entrar na página do Cena no Twitter.
Estarão presentes os tradicionais cinéfilos e colaboradores do site Mário Pertile, Patrick Buzzacaro e Luiz Fernando Pedrazza:. Vale ir a pé, de ônibus, de táxi, de carro, de bicicleta ou helicóptero. Quem não puder comparecer, ouça pelo site da Ipanema e mande sugestões musicais por email clicando aqui para mandar a mensagem. As mensagens estão concorrendo automaticamente a brindes e ingressos durante a semana. Neste sábado também vamos revelar o nome do ganhador do super-quiz do I-Phone Claro, e aí uma coisa muito importante: vamos ligar ao vivo para ele e ele terá que atender o celular. Se atender, ganha na hora o aparelho. Então, todos ligadíssimos no Cena de Cinema da Ipanema FM 94,9. O programa começa às 12h e vai até 13h. Não percam!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Woody Allen e Carla Bruni no cinema

Como já foi amplamente noticiado hoje, acho que a principal manchete do dia - mais importante até do que qualquer informação de política ou economia - a primeira-dama da França, Carla Bru­­ni, vai trabalhar no próximo filme do cineasta Woody Allen. Era o que faltava na carreira deste fantástico diretor de 73 anos, que em seus mais recentes filmes tem colocado verdadeiras divas em papéis de destaque, normalmente em personagens diferentes daqueles que costumam fazer. Depois que Allen realizou dezenas de filmes com a primeira mulher, Diane Keaton, e depois outros tantos com Mia Farrow, resolveu atacar fora de casa a convidar uma grande atriz (ou mais de uma) a cada nova produção. Assim foi com Scarlett Johansson (três filmes com esta), Charlize Theron, Winona Ryder, Elizabeth Shue, Amanda Peet, Chloë Sevigny, Christina Ricci, Demi Moore, Drew Barrymoore, Evan Rachel Wood (no inédito "Tudo Pode dar Certo"), Famke Jamssem, Jennifer Garner, Jodie Foster, Julia Roberts, Madonna, Natalie Portman, Penelope Cruz, Sharon Stone, Téa Leoni, Uma Thurman e tantas outras. Pra quem achava, como eu, que não eram tantas assim, vejam que bela galeria organizada neste blog português. Espertinho esse Allen, né? Em alguns filmes, ele mesmo desempenhava o papel do personagem pelo qual elas todas se "envolviam".


A mulher do presidente francês Nicholas Sarkozy confirmou numa entrevista a aceitação do convite dada na rede de televisão francesa Canal +. Apesar de ainda não sa­­ber que papel terá, Carla Bruni disse que não poderia deixar passar algo assim. “Não posso perder uma oportunidade como esta. Quando for avó, gostarei de ter feito um filme com Woody Allen”, contou a cantora e ex-modelo. Entre suas múltiplas atividades artísticas ainda não constava a de atriz, algo que ela quis deixar claro: apesar da incerteza sobre o resultado de seu trabalho, "esta é uma oportunidade fantástica”, afirmou ela. Com estas declarações, a primeira dama confirma o que vinha sendo dito havia meses, mais precisamente desde junho, quando o diretor americano disse em Paris que ela poderia ter “qualquer papel”. Agora é só aguardar mais uma produção de Allen, com um motivo a mais para ir ao cinema...

domingo, 22 de novembro de 2009

Crítica: 2012

Opinião de Mãe
Não cresci em uma família de cinéfilos. O que poderia explicar a minha obsessão pelos filmes do Spielberg e do Hitchcock, o meu carinho pelo cinema do Billy Wilder e a minha predileção pelos diálogos do Tarantino e do Woody Allen, não encontra fundamento visível na minha árvore genealógica. Ou melhor, aparentemente, eu nunca tinha me dado conta do contrário.

As minhas lembranças mais remotas associadas ao cinema talvez sejam, nesta ordem: a) eu no Cine Brasil, em São Leopoldo, tentando decidir entre olhar a minha avó materna dormir profundamente na cadeira desconfortável ou tentar absorver algo do que se passava na telona entre Pinóquio e o Grilo Falante; b) o meu pai saindo comigo abaixo de chuva para me levar a uma sessão no Cine Independência dos Saltimbancos Trapalhões, o que, convenhamos, deveria ser para um adulto um programaço de índio, apesar da Lucinha Lins, naquela época, justificar alguns sacrifícios; c) eu e os colegas de escola fazendo sessões duplas nas matinés de domingo, geralmente um filme do Trinity seguido de outro de Didi Mocó e Cia. E dá-lhe Mentex e bala de goma, alternadamente entre a goela e a cabeça dos namorados que sentavam à frente.

Apesar do meu crescente interesse pelo cinema (o que atingiu níveis preocupantes com o advento do videocassete), os meus pais limitavam-se a me acompanhar, quando muito, em empreitadas na Capital uma vez por mês, para ver coisas como Rambo II, Loucademia de Polícia e O Último Imperador, não necessariamente nesta ordem.
Os gostos dos dois eram diferentes: enquanto minha mãe era mais das comédias, o meu pai era o típico fã de filmes de ação e faroestes com o Giuliano Gemma (ou, como eu tentava repetir desde cedo, filmes "de tiro e bochetada"). Desta mistura toda, surgiu um petit enfant térrible que vê pontos positivos tanto na obra de Truffaut quanto na de Stallone (embora, confesso, seja algo complicado apontá-los com exatidão no último caso).

Após o falecimento do meu pai, minha mãe, timidamente, foi redescobrindo o prazer da tela escura, a tal ponto de rivalizar comigo na frequência das idas ao cinema. E este desabrochar da paixão pela Sétima Arte me impressionou diversas vezes durante as discussões nos almoços dominicais: a mulher tanto assiste a filmes como Bastardos Inglórios ("ah, gostei tanto, quero ver mais uma vez"), como defende coisas que nem eu me atreveria a justificar ("Triplo X 2 é o típico filme que eu gosto"). Acontece que, assistindo a um maior número de títulos, o gosto de d. Maria Elis sofreu uma metamorfose e ela passou a apreciar também filmes cheios de efeitos visuais e explosões.

Tudo isto para chegar ao seguinte ponto: ELA seria o público alvo, muito mais do que eu, para um filme como 2012, a atual coqueluche mundial das bilheterias, uma espécie de "mãe de todos os filmes catástrofe". O cineasta Roland Emmerich, que já havia destruído os EUA em Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã, desta vez amplia ainda mais o seu leque de cataclismas e, apoiado no calendário maia, resolve mandar o nosso planetinha para as cucuias, inclusive apontando a data exata para o infortúnio (atenção: convém não agendar nada para 21.12.2012!!!).

A minha opinião sobre o filme? Como cinema, é uma grande porcaria, uma bobagem com momentos constrangedores, principalmente graças ao texto que parece saído daquelas novelas mexicanas que o Silvio Santos dubla e exibe no horário nobre. Mas diverte que é uma beleza. Aliás, num ano fraco como 2009, acho que é uma das únicas superproduções que vale o ingresso (só a fuga de Los Angeles a bordo de uma limusine já seria suficiente para justificar a ida ao cinema, aliás). A história? Quem se importa? É o manual padrão dos filmes catástrofe, desta vez com o John Cusack como mocinho. O que vale, evidentemente, são os efeitos especiais e a correria. E muita pipoca. Com refri, que é para não engasgar.

Minha mãe, a quem eu tinha resumido o parágrafo aí de cima logo após assistir ao filme, me veio com a seguinte opinião dias depois: "Achei 2012 mais ou menos, meio fantasioso demais, só os efeitos especiais é que são bonitos".  Quem sou eu para discordar de uma cinéfila mais experiente?

Luiz Fernando Pedrazza

sábado, 14 de novembro de 2009

Exclusivo: as músicas do Cena de Cinema de hoje, antes do programa

O programa de hoje faz parte da minha seleção de férias e atende às muitas sugestões dos ouvintes e internautas cinéfilos. Como sempre.

Vamos começar com o falecido cantor Dan Hartmann, que nos deixou cedo, mas deixou o clássico oitentista "I Can Dream About You", o filme cult também da década, "Ruas de Fogo". Aproveite para calibrar graves e agudos do seu equipamento de som. Em seguida continuamos nos anos 80, com a trilha do filme do vocalista do Talking Heads, David Byrne, "True Stories". A canção é "People Like Us". Depois temos Nick Carter, com "End of Forever" do filme "Thornberrys", de 2002, e mais Joy Division, de "A Festa Nunca Termina", com a música "Love Will Tear Us Apart".

Toco depois aquela que pra mim é a mais linda de todas as canções da série 007: "The World is not Enogh", com o Garbage, seguida do Eminem com Scam num duo da canção do filme "8 Mile", "Green and Gold". Abro o segundo bloco com mais uma da trilha da comédia "Eu Te Amo Cara", que tenho mostrado no programa. No filme, o protagonista é apaixonado por Rush, e eu já rodei "Limelight". Hoje é a vez do stantardt "Tom Sawyer". Depois toco mais duas do filme "Quanto Mais Idiota Melhor", que comecei a explorar de novo desde o sábado passado. Dinossaur Jr. ("Out There") e Golden Earring ("Radar Love").

Depois teremos um momento light e apaixonante, com a cantora e pianista Norah Jones interpretando "Turn me On", que faz parte do filme "Simplesmente Amor", o meu preferido daqueles filminhos de fim-de-ano, com Hugh Grant, Emma Thompson, Colin Firth, Liam Neeson, Alan Rickman, Bill Nighy e grande elenco. Rodaremos ainda "Mighty Winds", com Chip Trick, extraída da trilha do absurdamente kitsch e clássico "Top Gun - Ases Indomáveis" para encerrar o programa.


Tomaram que vocês gostem. O Cena de Cinema começa na Ipanema FM 94,9 ao meio-dia de hoje. Pela internet, ouça aqui.